Gustavo Guida Reis

Empreendedor, investidor e consultor.

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O Primeiro Android do Google

Posted by Gustavo Guida Reis on 23rd September 2008

A briga vai esquentar! A Apple não vai ficar sozinha com seu marketplace de música e aplicativos. A HTC lança em outubro o G1, primeiro celular com o sistema operacional Android, do Google, que contará com um estupendo mercado para se baixar/ comprar mp3 e software.

A grande sacada do Google foi perceber que os consumidores querem facilidade para instalar seus aplicativos, coisa que têm há décadas no PC. Foi algo que turbinou o iPod e o iPhone, algo que a Apple já pescou faz tempo mas que a Nokia teima em não implementar. O marketplace para o Android se chamará Android Market e terá uma grande vantagem em relação ao iTunes da Apple: seguirá o conceito de web 2.0. Em vez de aprovar cada aplicativo desenvolvido, o Google deixará que os consumidores dêem notas e tags para tudo. Bem diferente da ditadura da Apple, que volta e meia bane aplicativos do iTunes, o Google lavará as mãos e colocará o poder com os usuários. Em relação às músicas, a Amazon será parceira, colocando seu sistema de download de mp3 (sem DRM) pré-instalado nos celulares com Android.

A linha da Apple é baseada no controle ferrenho sobre seu eco-sistema. O Mac e o iPhone são produzidos somente por ela. Para se desenvolver aplicativos para o iPhone é preciso seguir um código de conduta bastante restrito: não pode haver nenhum aplicativo que compita com o iTunes (para se comprar/ baixar músicas, vídeos e aplicativos); nenhum sofware pode rodar em background; não se pode usar o GPS para navegação em tempo real. Enquanto a primeira restrição é claramente de ordem econômica, para proteger o mercado da Apple, a segunda tem a uma explicação mais interessante: deixar o sistema operacional com memória livre suficiente para rodar os aplicativos bem - algo que notoriamente a Microsoft ignorou no seu Windows Mobile e que é queixa constante de seus usuários. A razão para o GPS nao poder ser usado em todo seu potencial ainda é um mistério, sobretudo agora que o novo Google Maps já o faz.

O controle da Apple se insere num contexto maior de evangilização da marca. Fazem décadas que a marca é associada a algo cool. Recentemente com o iPod, essa onda veio com força total e como resultado, mais e mais pessoas aderem ao Apple (basta olhar ao redor e ver a quantidade de conhecidos que adquiriram um Mac nos últimos tempos). Cada consumidor Apple (uns mais e outros menos) acaba se tornando um fã da marca. Não sei porque, mas todos tentam convercer os demais que o Mac é ótimo, muito melhor que o PC, etc. Como bem definiu o Blog de Guerrilha, cada vez que os Fanboys da Apple se auto-intitulam cools, mais eles ficam antipáticos para a grande maioria. Por isso o mote da campanha da Microsoft: I’m a PC. É para mostrar que o PC é para gente normal e o Mac para gente esnobe.

O Google não quer controlar nada, quer ganhar na massa. Quer usar a massa a seu favor e criar uma base de usuários que consome produtos Google por necessidade e não por fanatismo ou ideologia. O Android será mais uma frente da batalha, na qual o Google tende a mexer num mercado que acabou de ser sacudido pela Apple. Com milhares de aplicativos a serem desenvolvidos, sem censura alguma, e instaláveis com facilidade, o Google aposta que tomará mercado dos concorrentes.

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Leitores Digitais (e-Readers)

Posted by Gustavo Guida Reis on 12th September 2008

Há no mercado dois principais leitores digitais (e-Reader). O Kindle da Amazon e o Reader Digital Book da Sony. A partir de 2009, chegará um concorrente de peso (pouco peso, na verdade, gramas apenas). Trata-se do leitor da Plastic Logic (ainda sem nome comercial). Vou comparar os três aparelhos e depois, como de hábito, fazer mais uma previsão de qual deles tem mais chances de sucesso comercial.

Antes, só uma observação importante: os três usam uma tecnologia chamada de e-Ink, na qual cada página vista é “impressa” na tela, ou seja, se a bateria acaba, o conteúdo permanece visível. Só há consumo de energia quando se troca de página. Saiba mais sobre e-ink aqui (Wikipedia e no site do dono da tecnologia).

Agora vamos à comparação.

Kindle:
Prós:

  • Marketplace: mais de 170 mil títulos. Sistema de compras fácil (aqui do Brasil ainda não dá!).
  • Conexão wireless 3G: É possível comprar (e baixar) livros sem usar o computador (só nos EUA).

Contras:

  • Layout do tempo das cavernas.
  • Tela pequena.
  • Preço (360 dólares nos EUA).
  • Sem wi-fi nem Bluetooth.
  • Não lê outros tipos de arquivos, só livros.
  • Teclado em vez de touchscreen.

Reader Digital Book:
Prós:

  • Preço: 300 dólares com 100 downloads de títulos de graça (que diz a Sony valerem 199 dólares).
  • Suporta diversos tipos de arquivos além de e-Books. Texto (PDF, RTF e TXT); imagem (JPG, GIF, BMP e PNG); som (MP3 e AAC).
  • Aceita cartões de memória (Memory Stick e SD).

Contras:

  • Somente 20 mil títulos.
  • Sem conexão sem fio. Nada de wi-fi nem 3G. Para transferir os arquivos é preciso usar um cartão de memória ou o cabo USB.
  • Sem teclado nem tela touchscreen.

Plastic Logic:
Prós:

  • Dimensões: muito fino e leve, só 7mm de espessura.
  • Tela touchscreen: é possível anotar em cima do texto lido.
  • Conexões sem fio: wi-fi e bluetooth. Pode se conectar inclusive com outro Plastic Logic para trocar informações.
  • Lê vários tipos de arquivos além de e-Books: DOC, XLS, PPT, TXT,PDF

Contras:

  • Vem de uma empresa sem histórico de produtos de consumo.
  • Não apresentou nenhum marketplace para se comprar livros.
  • Ainda não está no mercado, logo, ainda é uma promessa.

O futuro dos e-Readers é mais do que quem tem o melhor hardware. Quando se analisa esse mercado, o racional passa pelo ecosistema todo. Não adianta ter um super hardware se não há distribuição de conteúdo. O sucesso da Apple atual não vem do iPod e sim do iTunes. É o marketplace de música que deu a tração aos players. A Apple ganha dinheiro mesmo vendendo o conteúdo e não com o iPod. Já espetou mais tipos de arquivos no iTunes com sucesso (venda e aluguel de vídeos, aplicativos).

A Amazon, portanto, tem uma vantagem enorme em já possuir os contratos com as editoras e apenas portar seus livros para o Kindle. A Sony está correndo atrás, mas jamais terá a força da Amazon junto ao mercado editorial. E o Plastic Logic? Será comprado por algum player que usará seu hardware para distribuir conteúdo de seu marketplace. Os candidatos à compradores: a própria Amazon que poderia abandonar o feioso Kindle; a Apple que poderia entrar no e-Book com um aparelho bacana; o Google, para ter um hardware de ponta, para distribuir o conteúdo do Google Books; ou algum fabricante de peso (i.e. Philips) apenas para cortar custo de P&D.

Leia as repercussões sobre o Plastic Logic: Meio Bit; Engadget (com video da Demo do produto); TG Daily (com video exclusivo).

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As Fontes

Posted by Gustavo Guida Reis on 12th September 2008

Dia 8/09/2008, as ações da United Airlines (UAUA) desabam mais de 75% na bolsa de Nova Iorque (NYSE). Motivo? A empresa divulgou estar em processo de falência. Nada mais óbvio, não é verdade? Se uma determinada empresa está para falir, significa que não vale muito mesmo.

O único problema é que a UAUA não havia divulgado nada sobre falência! Não pelo menos naquela data… Na verdade, em 2002, a empresa estava mal das pernas e enviou ofício à SEC nesse sentido. Acontece que o Googlebot, numa varredura na internet, pegou esse documento do site do jornal South-Florida Sentinel , mesmo sendo extremamente datado e o divulgou como se fosse atual no Google News. Por alguma razão os leitores South-Florida Sentinel haviam escolhido a notícia como importante, elevando-a a status de estar presente na home page do jornal (de onde o Googlebot puxa notícias). Os meios de comunicação, com destaque à Bloomberg, repercutiram a notícia vinda do Google News. Os investidores se desesperaram e começaram a vender; sistemas automatizados idem. O resultado foi a queda grotesca do papel em quinze minutos: de $12,50 para $3! Mais tarde, ao perceberem que tratava-se de algo infundado, o papel se recuperou e fechou o dia em torno de $10, ainda assim menos de 30% do preço de abertura do dia. Mesmo a UAUA tentado explicar a confusão, seu valuation chegou a cair, no pior momento, mais de 1 bilhão de dólares.

O que podemos aprender com esse episódio? É preciso checar as fontes na internet! Não há sistema infalível (e ainda há os mal-intencionados). Qualquer pessoa escreve o que quiser sobre o que quiser e publica (veja o meu caso, hehehe). Se num país como os EUA, que tem as instituições operantes e um sistema jurídico ativo que pune os excessos, isso ocorre, imagine no Brasil! Aqui, com essa frouxidão jurídica, estabeleceu-se que não há difamação pela internet. Confundiu-se democracia (e liberdade de expressão) com balbúrdia. O exemplo mais gritante é o Mainardi, que está sempre sendo bombardeado com inúmeras ofensas.

Mas o assunto aqui é FONTE. Como se precaver de não acreditar numa notícia infundada, mesmo essa sendo lida de um meio de comunicação de renome? O ideal seria checarmos pessoalmente tudo que lemos, mas confesso que essa tarefa é impossível de ser realizada. Imagine o seguinte: ao ler na Exame que a Bovespa sobe 3%, o leitor iria ao site da Bovespa e checaria a notícia. Mas espere! Pode ser que o site esteja com problemas ou desatualizado. O certo seria ligar para uma corretora ou abrir um home broker. Esse é só um exemplo que já prova como seria complicado. Com a avalanche de informações que lemos, checar fontes uma a uma é totalmente inviável.

A solução talvez seja selecionar fontes que erram menos. E checar as informações destoantes. Se o G1 informa que há um engarrafamento de 15km em São Paulo, não vou checar se é verdade. Afinal, isso é comum. Mas se a notícia diz que o engarrafamento é de 150km, ou se não há engarrafamento algum (tá bom, foi uma provocação pros meus amigos paulistas), aí devo checar a fonte porque algum erro há. Se determinado meio de comunicação começa a errar consecutivamente, é hora de parar de lê-lo. Ajudaria se houvesse uma punição para as empresas que erram, afinal, sua atividade é informar. Se informam errado, e ações são tomadas por seus leitores a partir dessa informação equivocada, os meios de comunicação têm que pagar de alguma forma.

A SEC investiga se houve manipulação do papel (veja na Reuters e no Wall Street Journal). Ou seja, se tudo foi uma ação orquestrada afim de se ganhar dinheiro em cima da volatilidade do papel. Penso que se houve má-fé, foi de alguém que sacou de onde o Google pegava as notícias e percebeu como burlar o mecanismo do Sentinel para colocar uma matéria na home page. O caminho para pegar os bandidos (se é que há nesse caso) é saber quem lucrou no dia – quem comprou o papel quando ele desabou. A partir deles é que a investigação deve continuar.

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Telefonia via Internet

Posted by Gustavo Guida Reis on 29th July 2008

A telefonia original consistia basicamente na transformação de sons em impulsos elétricos, passagem via cabos de tais pulsos e a volta à sons. A partir de 1960, a telefonia analógica passou a ser aos poucos substituída por digital. Com isso, chegamos hoje ao ponto em que a voz passou a ser transformada em bits e trafegada como dados e depois re-transformada em voz.

O caso do VoIP é nada mais do que a telefonia digital, que já existe a anos como infra-estrutura das teles, aplicada diretamente ao usuário final. Demorou um tempo para a telefonia via internet se difundir mas agora veio para ficar.

Além do benefício óbvio da redução do custo da ligação (sobre o qual não pretendo analisar aqui), a grande vantagem da telefonia via internet é a gama de serviços que podem ser agregados ao serviço básico de telefonia, enriquecendo a experiência do usuário e promovendo convergência entre internet e telefonia.

Os serviços já existentes:

  • Transformação de recados de voz em mp3 para arquivamento e envio por email.
  • Criação de regras de roteamento de ligações recebidas (lista negra, lista branca, encaminhamento para caixa postal, etc).
  • Transformação de voz em texto e vice-e-versa para envio e armazenamento.
  • FAX pela internet.
  • Uso de um único número telefônico, para sempre.
  • Gravação de logs de ligações, recebidas e discadas.
  • Gravação de ligações.
  • Identificação de quem liga, sem uso de aparelhos especiais.

O mercado está aquecido. Ontem a BT anunciou a compra do Ribbit e ano passado o Google comprou a Grand Central. Resta saber como e quando os brasileiros terão esses serviços…

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O Futuro da Busca

Posted by Gustavo Guida Reis on 30th June 2008

Em 1998 nasceu o Google e um ano depois tirou a supremacia do Altavista sobre o mercado de buscas. Desde então, a ascensão do Google foi meteórica e hoje detém o maior market share mundial de buscas. Leia observação aqui.

O Google não quer correr o risco de ter sua tecnologia ultrapassada por algum entrante. Para tal, atual em duas frentes: i) expande horizontalmente sua gama de serviços e; ii) aprimora seu algoritmo de busca. Essas duas estratégias aumentam sua penetração no mercado (e a “dependência” dos usuários, diga-se de passagem).

Com o caixa cheio (USD 12 bi no primeiro trimestre de 2008) pelo IPO e pelo lucro absurdo de cada exercício (USD 1,8 bi também no primeiro trimestre de 2008) [mais detalhes aqui] , o Google tem condições de adquirir empresas com um apetite sem igual, sem por isso deixar de investir pesado em P&D. Empresas são adquiridas as montes e depois integradas com competência nos seus projetos. Exemplos: Youtube, Picasa, Key Hole (Google Earth), Double Click, etc (veja o tamanho da lista no Wikipedia e comprove).

O algoritmo de busca do Google está sempre sendo melhorado, ainda que detalhes nesse sentido não sejam públicos. Natural, pois estamos falando do principal segredo do negócio do Google. Outro segredo importante é a forma com que escolhe os anúncios (AdWords) a serem mostrados nos resultados de buscas. Especula-se que o Google passará a incorporar o histórico de buscas no algoritmo que escolherá os anúncios. Para isso recorrerá a cookies que guardam as últimas pesquisas dos usuários. Então, por exemplo, se um usuário buscou por “dvd player” e depois, em outra busca por “Sony”, os anúncios que contiverem algo de DVD serão privilegiados.

Em paralelo a estas técnicas de data mining, há empresas se especializando em análise semântica das buscas. É o caso da Peer39, que tem em seus quadros executivos egressos da Applied Semantics, adquirida pelo Google em 2003 e que levou consigo o AdSense para o Google, importantíssimo para seu faturamento. Está aí uma candidata forte a engrossar a lista de companhias compradas…

Mas, apesar da contextualização maior da busca trazer benefícios claros aos usuários, há formas de se chegar a isso que desrespeitam a privacidade dos usuários. É o caso da iniciativa de DPI, do inglês deep packet inspection, ou algo como inspeção detalhada de pacotes. A tecnologia de DPI permite que os hábitos de navegação dos usuários sejam analisados em tempo real, sem que seja preciso se instalar nenhum software, nem utilizar cookies. Da mesma forma que aqueles adwares tinhosos, com o DPI é possível se abrir popups intrometidos na sua navegação, mostrando anúncios relevantes a seus interesses. Isso por si só não configura o problema maior. E é isso que advoga a Phorm , empresa britânica que comercializa soluções de DPI.

O problema é usarem essa tecnologia com outros fins. Com DPI, governos poderão rastrear toda a navegação dos usuários, identificando possíveis terroristas (o que é bom), mas para isso obtendo acesso a dados pessoais e privados de milhões de usuários (o que é péssimo). Outro uso para governos é a busca de oposicionistas ao seu regime e censura pura e simples de seus internautas, o que é um enorme risco em países totalitários. A indústria de cinema e música pode identificar quem baixa arquivos ilegais. Aliás, alguns provedores já usam essa técnica para limitarem o uso da banda dos seus clientes, aumentando seus lucros.

Independente da forma, o que fica claro é que é ponto pacífico que o futuro das ferramentas de busca será a interpretação dos hábitos do internauta. Pode ser levando em consideração o histórico de busca (como Google, Yahoo e Microsoft fazem), ou como faz o Peer39 e sua análise semântica, ou como oferece o Phorm e seu DPI. Não importa como farão para antever aonde este usuário quer chegar, o que ele de fato está realmente buscando; o objetivo final sempre será oferecer resultados realmente pertinentes e - o que dá dinheiro - anúncios igualmente contextualizados.


OBS: Mesmo com o Google dominante, ainda assim, há mercados onde há players locais melhor posicionados, caso da Russia com o Yandex e China com o Baidu – aliás, duas informações relevantes sobre ele: é o 13º site mais acessado do mundo segundo a Alexa e não foi à toa que o Google já comprou (pequena) participação do Baidu.

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Celulares: O que o futuro nos reserva?

Posted by Gustavo Guida Reis on 26th June 2008

Cada dia que passa a convergência tecnológica é mais e mais observada nos celulares. De dois anos para cá, começaram a aparecer aparelhos que de fato acrescentam multimídia e ferramentas de trabalho às funções usuais dos celulares (voz e mensagens). Veja o célebre iPhone, os modelos série N da Nokia, fortes em multimídia; no campo de aplicações de negócios temos os Blackberries da RIM e os série E da Nokia como expoentes. Correndo por fora, como sempre os coreanos, que seguem com muita competência a concorrência (em termos tecnológicos, pois em vendas estão entre os primeiros).

O mercado de celulares cresce anualmente. Aumentou quase 14% no primeiro trimestre de 2008, sobretudo pelo incremento de demanda dos países emergentes. De fato, no Brasil já há quase quatro vezes mais celulares do que linhas fixas. Hoje a Nokia domina o mercado de celulares (veja gráficos I e II). Samsung já ocupa o segundo lugar, ultrapassando a Motorola (que continua sua decadência) [leia aqui em inglês sobre boato no qual a empresa americana apostará todas as suas fichas num novo modelo]. Os coreanos também estão em 4º. Lugar com a LG. Em quinto está a Sony-Ericsson, que, à exemplo da Motorola, já dominou o mercado.

A Nokia permanece forte nos smartphones, ainda que sua receita seja concentrada nos telefones mais baratos. A RIM ainda não enfrenta concorrência do iPhone nos EUA e ainda cresceu forte no primeiro trimestre de 2008 (gráfico III). Entretanto, o futuro é sombrio para a fabricante do Blackberry (BB), uma vez que a Apple entrará no mercado corporativo ao lançar a versão 2.0 do software para o iPhone, com suporte a push email e sincronização de agenda e contatos - o grande diferencial do sistema do BB até hoje. A RIM tem que se mexer, pois está sanduichada por duas empresas que já entenderam que o consumidor quer convergência e, portanto, deseja aparelhos que o satisfaçam não só no trabalho como no lazer. O consumidor quer levar apenas um aparelho, onde além de se comunicar por voz e texto (SMS, email, chat), fotografa, filma, ouve música,se localiza (GPS) e acessa a internet. É a máxima do Senhor dos Anéis “One ring to rule them all” – One gadget to rule them all.

O cenário que se traça é de extrema competição. Nokia recentemente comprou o restante da Symbian e prepara sua versão “código-aberto” via Symbian Foundation. O Google organiza sua plataforma aberta, Android. A Apple lançou seu seu iPhone OS 2.0 e o SDK (software development kit) dando diretrizes para que sejam desenvolvidos software – não os hackeados que você instala no seu iPhone jailbroken! – e que serão comercializados na sua loja estilo iTunes. A Microsoft permanece atualizando seu Windows Mobile e mantêm parcerias com grandes fabricantes como Samsung, LG e HTC. A RIM trabalha forte licenciando seu software para servidores, incrementando a base de compatibilidade com o Blackberry.

Qual das estratégias será a vencedora: A Nokia manterá a hegemonia, a Apple seguirá na sua curva ascendente e o Google terá sucesso com o Android? Ainda é cedo para previsões, mas como sou abusado, vou fazer umas sobre o mercado dos smartphones. Preferi pensar no embate entre os sistemas operacionais. Symbian (Nokia) x iPhone OS (Apple) x Android (Google) x Windows Mobile (Microsoft) x Blackberry OS (RIM). Em cinco anos, o mercado estará da seguinte maneira (em ordem):

  1. Symbian, ainda que com bem menos market share que hoje – basicamente só a Nokia venderá celulares com Symbian.
  2. Android – se beneficiando da enormidade de aplicativos e celulares compatíveis.
  3. Windows Mobile – pegando carona na integração com a (ainda) grande base de PCs com Windows.
  4. iPhones – mestres em usabilidade, os celulares da Apple sofrerão com política de restrições ao desenvolvimento de novos aplicativos. Só so Mac fanáticos terão, ainda que sua base este em franca expansão em notebooks e desktops.
  5. Blackberry OS – focaram no público corporativo e perderam mercado por não entenderem que seu cliente também demanda aplicativos “de lazer”.

O final de 2008 nos dará subsídios para atualizar as previsões, pois já teremos em campo todos os players. A Apple terá lançado seu novo iPhone 3G, o SDK e a nova versão do seu OS; e os Android estarão no mercado, depois do atraso no lançamento. Volto a falar do assunto em breve.

Fonte dos gráficos: Gartner Group [celulares e smartphones]

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Google e o Dilema dos Prisioneiros

Posted by Gustavo Guida Reis on 18th June 2008

Há um embate acontecendo no momento entre Facebook e Google. Tudo gira em torno de o FB proibir que a ferramenta Friend Connect do Google capture os dados dos cadastrados no site do FB. Obviamente trata-se de uma discussão de negócios, apesar de travestida de algo com privacidade ou direitos pessoais.

O Google, se tornou um monstro, um site que chupa todo o conteúdo dos demais e os concentra em suas propriedades. Sites pequenos/ recém inaugurados, têm que estar no Google, pois garantem divulgação, vide o mercado de SEM, que cresce sem parar e foca basicamente no Google. A questão fica mais nebulosa quando falamos de sites que concentram dados de terceiros - sites de busca específica ou de relacionamento, por exemplo. Monstrinhos como Facebook (USD 15 bi de valor de mercado), Mercado Livre (USD 1.8 bi) e Telelistas, só para citar três exemplos. Esses sites precisam estar no Google?

Como já mencionado, o Google leva tráfego para os sites. Mas se esse tráfego não for de novos usuários, a brincadeira começa a não fazer tanto sentido, pois, em vez de educar os usuários a entrarem diretamente em seu site, estes ficam “viciados” em usar o Google.

Meus nobres quatro leitores, estamos diante do célebre Dilema dos Prisioneiros, popularizado pelo filme Uma Mente Brilhante. Os sites estão no Google porque todos seus concorrentes também estão. O melhor seria não estarem lá, mas não há forma de coordenarem uma ação nesse sentido porque o incentivo que cada site tem de estar lá, nos primeiros lugares, é enorme.

Os sites estão presos ao Google porque se não disponibilizarem seu conteúdo lá, estarão em desvantagem competitiva em relação a seus concorrentes. Da mesma forma, quem consegue proeminência nos resultados do Google tem vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

A solução para os sites é realizar que não há escapatória. A mehor estratégia a seguir é:

  1. Otimização de código > para aparecer nas primeiras posições
  2. Compra de algumas palavras > para garantir a exposição
  3. Fidelização de novos usuários > para que cada vez mais usuários entrem sem passar pelo Google (e não fiquem à mercê da concorrência)

O mais grave nessa situação é que a internet como um todo está cada vez mais na mão do Google. Sua concorrência tende a minguar, vide Yahoo que agora dependerá do Google.

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Ad-ons fundamentais pro Firefox

Posted by Gustavo Guida Reis on 12th June 2008

O pessoal da Mozilla quer colocar o download day do novo FF 3 no Guiness. Pros early adopters, é um prato cheio, mas eu prefiro esperar um pouco mais de estabilidade. Não que não esteja ansioso, mas é pq não vivo sem meus complementos - falo dos Ad-ons do Firefox, hein, não me entenda mal…

Aqui a lista das top 5 que considero fundamentais (ordem alfabética e não de utilidade):

  1. Download Statusbar > como o nome diz, coloca na bara de status os downloads do momento. Smples e fácil de gerencia-los.
  2. Foxmarks > sincroniza suas bookmarks em vários PCs, mantém tudo online e de quebra faz backup. Fundamental pra quem já trocou de PC algumas vezes e perdeu tudo.
  3. Gmail Space > pra fazer backup usando sua conta do Gmail. Pode subir arquivos de qualquer tamanho que ele faz o divide por 10 Mb (tamanho máximo do email do Gmail).
  4. IE view > Para aqueles sites mal-feitos, que teimam em não ser universais e não abrem no FF.
  5. Tab Mix Plus > Torna as abas mais espertas, e, principalmente, permite reabri-las caso tenha as fechado.

Se quiser baixa-las, acesse o site da Mozilla.

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