Uma das formas mais inteligentes de se armazenar arquivos é colocá-los da Rede, de modo a que sejam acessíveis por qualquer máquina. Para isso, utiliza-se um NAS (Network Attached Storage): sistema de armazenamento desenvolvido especialmente para lidar com arquivos e acessível via LAN através do protocolo TCP-IP. Na prática, um NAS é um aparelho que contém um ou mais discos rígidos (HDs) e que é ligado no seu roteador (com ou sem fio).
Há outras formas de armazenamento externo, como HDs que se conectam a PCs via USB ou Firewire – DAS (Direct Attached Storage). Mas, essas formas só permitem que se conecte a um PC de cada vez, o que não as tornam soluções práticas e escaláveis, independe da quantidade de equipamentos que sua rede contenha.
De forma resumida, as vantagens de se acrescentar um NAS na rede são:
- Acesso liberado para qualquer máquina na rede
- Backup simplificado e com custo baixo
- Fim da duplicidade de arquivos entre máquinas
- Escalabilidade da capacidade de armazenamento
- Baixo consumo energético se comparado a manter um PC ligado para servir arquivos
Ao se programar rotinas de backup, os arquivos de n máquinas podem ser copiados para o NAS. Há vários programas especializados para isso e dependendo do NAS comprado, este já traz uma solução de backup incorporada. Via de regra, o backup em mídia magnética (HDs) é mais caro que em mídia ótica (CDs, DVDs e Blu-ray Discs), mas não há a chatice de manejar vários discos, e guardá-los em caixas, prateleiras e depois ter que achar os arquivos neles quando se precisa!
Uma casa com dois computadores, pode se beneficiar em colocar as fotos da família na rede, de modo a que ambas as máquinas possam acessá-las com facilidade, sem precisar que para isso dupliquem as fotos. O mesmo para músicas e vídeos. Alguns modelos permitem que sejam servidos arquivos de mídia diretamente (media streaming) para consoles de videogames mais modernos (PS3, XBOX 360 e Wii) e outros PCs da rede.
Alguns NAS podem conter slots para mais de um HD. Dessa forma, é possível aumentar a capacidade global de armazenamento acrescentando mais HDs ou os substituindo por modelos de maior capacidade.
Qualquer que seja o modelo do NAS, este consome sempre menos energia do que um computador completo consumiria para servir arquivos na rede.
Uma coisa importante que é preciso ter em mente é que o acesso aos dados de um NAS é sempre mais lento que os em um HD interno (e que de um DAS também). Portanto, não indico NAS para que quiser trabalhar em arquivos pesados diretamente na rede (ex: edição de vídeo ou imagens). Nesse caso, há soluções mais apropriadas (e caras).
Abaixo, um pequeno comparativo de quatro modelos de NAS que encontramos no mercado:
| NAS |
Fabricante |
Vantagem |
Desvantagem |
Preço |
| DNS-343 |
D-Link |
Design |
Lançamento muito recente, ainda não foi avaliado |
USD 509 (sem HDs) |
| Media streaming |
| Painel em OLED para mostrar funções |
| Preço |
| Servidor de impressora |
| Software de Bakup incluso |
| Tamanho |
| Drobo + Drobo Share |
Data Robotics |
2 x Firewire 800 + 1 USB 2.0 |
Sem media streaming |
USD 700 (sem HDs) |
| Alertas programados por email |
Preço |
| Comunidade de desenvolvedores (significa que programas acessórios virão em breve) |
| Configuração simples e fácil para leigos |
| Design |
| Tamanho |
| Ethernet Disk RAID |
LaCie |
2 portas Gigabit Ethernet |
Sem software de backup |
USD 849 (com 1 TB) |
| Tamanho |
| Design |
| Configuração complexa |
| ReadyNAS |
NetGear |
3 portas USB 2.0 |
Configuração complexa |
USD 1000 (sem HDs) |
| Alertas programados por email |
Tamanho |
| Inclui gerenciador de backup |
Preço |
| Media streaming |
Design |
| Servidor de impressora |