Gustavo Guida Reis

Empreendedor, investidor e consultor.

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    O Primeiro Android do Google

    Posted by Gustavo Guida Reis on September 23rd, 2008

    A briga vai esquentar! A Apple não vai ficar sozinha com seu marketplace de música e aplicativos. A HTC lança em outubro o G1, primeiro celular com o sistema operacional Android, do Google, que contará com um estupendo mercado para se baixar/ comprar mp3 e software.

    A grande sacada do Google foi perceber que os consumidores querem facilidade para instalar seus aplicativos, coisa que têm há décadas no PC. Foi algo que turbinou o iPod e o iPhone, algo que a Apple já pescou faz tempo mas que a Nokia teima em não implementar. O marketplace para o Android se chamará Android Market e terá uma grande vantagem em relação ao iTunes da Apple: seguirá o conceito de web 2.0. Em vez de aprovar cada aplicativo desenvolvido, o Google deixará que os consumidores dêem notas e tags para tudo. Bem diferente da ditadura da Apple, que volta e meia bane aplicativos do iTunes, o Google lavará as mãos e colocará o poder com os usuários. Em relação às músicas, a Amazon será parceira, colocando seu sistema de download de mp3 (sem DRM) pré-instalado nos celulares com Android.

    A linha da Apple é baseada no controle ferrenho sobre seu eco-sistema. O Mac e o iPhone são produzidos somente por ela. Para se desenvolver aplicativos para o iPhone é preciso seguir um código de conduta bastante restrito: não pode haver nenhum aplicativo que compita com o iTunes (para se comprar/ baixar músicas, vídeos e aplicativos); nenhum sofware pode rodar em background; não se pode usar o GPS para navegação em tempo real. Enquanto a primeira restrição é claramente de ordem econômica, para proteger o mercado da Apple, a segunda tem a uma explicação mais interessante: deixar o sistema operacional com memória livre suficiente para rodar os aplicativos bem - algo que notoriamente a Microsoft ignorou no seu Windows Mobile e que é queixa constante de seus usuários. A razão para o GPS nao poder ser usado em todo seu potencial ainda é um mistério, sobretudo agora que o novo Google Maps já o faz.

    O controle da Apple se insere num contexto maior de evangilização da marca. Fazem décadas que a marca é associada a algo cool. Recentemente com o iPod, essa onda veio com força total e como resultado, mais e mais pessoas aderem ao Apple (basta olhar ao redor e ver a quantidade de conhecidos que adquiriram um Mac nos últimos tempos). Cada consumidor Apple (uns mais e outros menos) acaba se tornando um fã da marca. Não sei porque, mas todos tentam convercer os demais que o Mac é ótimo, muito melhor que o PC, etc. Como bem definiu o Blog de Guerrilha, cada vez que os Fanboys da Apple se auto-intitulam cools, mais eles ficam antipáticos para a grande maioria. Por isso o mote da campanha da Microsoft: I’m a PC. É para mostrar que o PC é para gente normal e o Mac para gente esnobe.

    O Google não quer controlar nada, quer ganhar na massa. Quer usar a massa a seu favor e criar uma base de usuários que consome produtos Google por necessidade e não por fanatismo ou ideologia. O Android será mais uma frente da batalha, na qual o Google tende a mexer num mercado que acabou de ser sacudido pela Apple. Com milhares de aplicativos a serem desenvolvidos, sem censura alguma, e instaláveis com facilidade, o Google aposta que tomará mercado dos concorrentes.

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    iPhone 3G no Brasil

    Posted by Gustavo Guida Reis on September 18th, 2008

    Image representing iPhone 3G as depicted in CrunchBase

    Image via CrunchBase

    Enquanto observamos a Apple vendendo iPhone que nem pão quente nos EUA, aguardamos ansiosamente pela sua chegada oficial aqui no Brasil. Tudo bem que, como eu, várias pessoas já compraram seu 2G faz tempo. Alguns compraram o 3G e estão esperando o unlock via software.

    Qual a razão para o sucesso do iPhone 3G? Bom, primeiro é importante definir outra vez o que é o iPhone: um Mac de bolso que além de tudo faz ligações, tem GPS e tira fotos (isso não muito bem, diga-se de passagem). Sendo um computador de bolso, tem a vantagem da liberdade de se instalar programas para as mais diversas funções. Então, o iPhone vende muito porque é um bom aparelho? Só por isso? Não! Ele vende muito porque é isso tudo e porque é barato! Não podemos desprezar a oferta e demanda (sim, sou economista). De nada adiantaria ser bom se fosse caro. Essa conclusão a Apple também chegou, já que baixou para míseros 199 dólares a versão de 8Gb.

    Aqui no Brasil, país pobre, terceiro mundo, subdesenvolvido, em desenvolvimento, os gênios da Claro, Vivo e companhia vão colocar o aparelho no mercado por R$1.500! Deve ter algum Nobel de economia assessorando eles. Não é possível que esse preço astronômico maximize o lucro das operadoras e da Apple.

    Parece que não há competição de fato entre as operadoras de celular aqui no Brasil. Talvez precisemos esperar a portabilidade dos números entrar de fato no mercado para começar um rouba-rouba de clientes. Aí sim teríamos promoções e subsídios agressivos.

    Nos EUA e na Alemanha, só para citar dois exemplos, as operadoras subsidiam os aparelhos, amarrando os clientes em contratos de dois anos. Durante esses dois elas recuperam o subsídio e lucram. É bom para o cliente que adquire um iPhone barato e é bom para a operadora que prende um cliente e lucra com isso nas tarfifas mensais. Na Alemanha tem iPhone por 1 euro!

    Se o aparelho a ser vendido aqui for desbloqueado “de fábrica”, isto é, possa ser usado em qualquer operadora, significaria que as operadoras estariam fazendo a maior burrice de não prender os usuários com um belo subsídio. A menos que esse preço de R$1500 já seja subsidiado… Aí é muita ganâcia mesmo porque muita gente vai continuar comprando o aparelho dos EUA, já livre do subsídio, pelo mesmo preço, sem ter que ficar preso a nenhuma operadora.

    Vamos aguardar para saber qual será o preço final. Espero que as operadoras e que a Apple não desperdice a oportunidade de lucrar milhões.

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    A guerra dos Smartphones

    Posted by Gustavo Guida Reis on September 15th, 2008

    Escrevi outro artigo falando das minhas previsões sobre o mercado de celulares. O artigo foi escrito em 26/06/2008 e de lá para cá, algumas coisas mudaram, segundo relatório do Gartner Group de 8/9 (abaixo uma tabela resumo).

    Company

    2Q08

    Sales

    2Q08 Market Share (%)

    2Q07

    Sales

    2Q07 Market Share (%)

    2Q08- 2Q07 Growth (%)

    Symbian

    18,405,057

    57.1

    18,273,255

    65.6

    0.7

    Research In Motion

    5,594,159

    17.4

    2,471,200

    8.9

    126.4

    Microsoft Windows Mobile

    3,873,622

    12.0

    3,212,222

    11.5

    20.6

    Linux

    2,359,245

    7.3

    2,816,490

    10.1

    -16.2

    Mac OS X

    892,503

    2.8

    270,000

    1.0

    230.6

    Palm OS

    743,910

    2.3

    461,918

    1.7

    61.0

    Others

    352,679

    1.1

    349,501

    1.3

    0.9

    Total

    32,221,175

    100.0

    27,854,586

    100.0

    15.7

    O que podemos observar:

    • O mercado de Smartphones (SP) cresceu mais de 16% esse ano.
    • Os SP com Symbian ainda dominam o mercado, mas praticamente não cresceu esse ano.
    • Enorme ascenção da RIM, com seu Blackberry.
    • Microsoft passou para terceiro lugar, atrásda RIM
    • Apple cresceu 230% se comparado com o mesmo período do ano passado.

    O que podemos concluir disso tudo:

    • A Nokia tem que se mexer, pois se permanecer estagnada, pode perder sua hegemonia.
    • A RIM foi inteligente e percebeu que é preciso colocar “firulas” em seus aparelhos, a fim de ganhar mercado da Nokia e segurar a Apple. Só com aplicativos e funcionalidades para o lazer é que ela pode fazer isso.
    • A MS está demorando para lançar o Windows Mobile 7 (essa conclusão foi feita pelo pessoal da Engadget). Sem upgrades vai perder mais mercado ainda.
    • Apple cresce bastante mas ainda é insignificante no mercado. Com a cotabilização das vendas do iPhone 3G vai ganhar bastante mercado, mas ainda demorará para figurar entre os líderes de fato.
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    Leitores Digitais (e-Readers)

    Posted by Gustavo Guida Reis on September 12th, 2008

    Há no mercado dois principais leitores digitais (e-Reader). O Kindle da Amazon e o Reader Digital Book da Sony. A partir de 2009, chegará um concorrente de peso (pouco peso, na verdade, gramas apenas). Trata-se do leitor da Plastic Logic (ainda sem nome comercial). Vou comparar os três aparelhos e depois, como de hábito, fazer mais uma previsão de qual deles tem mais chances de sucesso comercial.

    Antes, só uma observação importante: os três usam uma tecnologia chamada de e-Ink, na qual cada página vista é “impressa” na tela, ou seja, se a bateria acaba, o conteúdo permanece visível. Só há consumo de energia quando se troca de página. Saiba mais sobre e-ink aqui (Wikipedia e no site do dono da tecnologia).

    Agora vamos à comparação.

    Kindle:
    Prós:

    • Marketplace: mais de 170 mil títulos. Sistema de compras fácil (aqui do Brasil ainda não dá!).
    • Conexão wireless 3G: É possível comprar (e baixar) livros sem usar o computador (só nos EUA).

    Contras:

    • Layout do tempo das cavernas.
    • Tela pequena.
    • Preço (360 dólares nos EUA).
    • Sem wi-fi nem Bluetooth.
    • Não lê outros tipos de arquivos, só livros.
    • Teclado em vez de touchscreen.

    Reader Digital Book:
    Prós:

    • Preço: 300 dólares com 100 downloads de títulos de graça (que diz a Sony valerem 199 dólares).
    • Suporta diversos tipos de arquivos além de e-Books. Texto (PDF, RTF e TXT); imagem (JPG, GIF, BMP e PNG); som (MP3 e AAC).
    • Aceita cartões de memória (Memory Stick e SD).

    Contras:

    • Somente 20 mil títulos.
    • Sem conexão sem fio. Nada de wi-fi nem 3G. Para transferir os arquivos é preciso usar um cartão de memória ou o cabo USB.
    • Sem teclado nem tela touchscreen.

    Plastic Logic:
    Prós:

    • Dimensões: muito fino e leve, só 7mm de espessura.
    • Tela touchscreen: é possível anotar em cima do texto lido.
    • Conexões sem fio: wi-fi e bluetooth. Pode se conectar inclusive com outro Plastic Logic para trocar informações.
    • Lê vários tipos de arquivos além de e-Books: DOC, XLS, PPT, TXT,PDF

    Contras:

    • Vem de uma empresa sem histórico de produtos de consumo.
    • Não apresentou nenhum marketplace para se comprar livros.
    • Ainda não está no mercado, logo, ainda é uma promessa.

    O futuro dos e-Readers é mais do que quem tem o melhor hardware. Quando se analisa esse mercado, o racional passa pelo ecosistema todo. Não adianta ter um super hardware se não há distribuição de conteúdo. O sucesso da Apple atual não vem do iPod e sim do iTunes. É o marketplace de música que deu a tração aos players. A Apple ganha dinheiro mesmo vendendo o conteúdo e não com o iPod. Já espetou mais tipos de arquivos no iTunes com sucesso (venda e aluguel de vídeos, aplicativos).

    A Amazon, portanto, tem uma vantagem enorme em já possuir os contratos com as editoras e apenas portar seus livros para o Kindle. A Sony está correndo atrás, mas jamais terá a força da Amazon junto ao mercado editorial. E o Plastic Logic? Será comprado por algum player que usará seu hardware para distribuir conteúdo de seu marketplace. Os candidatos à compradores: a própria Amazon que poderia abandonar o feioso Kindle; a Apple que poderia entrar no e-Book com um aparelho bacana; o Google, para ter um hardware de ponta, para distribuir o conteúdo do Google Books; ou algum fabricante de peso (i.e. Philips) apenas para cortar custo de P&D.

    Leia as repercussões sobre o Plastic Logic: Meio Bit; Engadget (com video da Demo do produto); TG Daily (com video exclusivo).

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    As Fontes

    Posted by Gustavo Guida Reis on September 12th, 2008

    Dia 8/09/2008, as ações da United Airlines (UAUA) desabam mais de 75% na bolsa de Nova Iorque (NYSE). Motivo? A empresa divulgou estar em processo de falência. Nada mais óbvio, não é verdade? Se uma determinada empresa está para falir, significa que não vale muito mesmo.

    O único problema é que a UAUA não havia divulgado nada sobre falência! Não pelo menos naquela data… Na verdade, em 2002, a empresa estava mal das pernas e enviou ofício à SEC nesse sentido. Acontece que o Googlebot, numa varredura na internet, pegou esse documento do site do jornal South-Florida Sentinel , mesmo sendo extremamente datado e o divulgou como se fosse atual no Google News. Por alguma razão os leitores South-Florida Sentinel haviam escolhido a notícia como importante, elevando-a a status de estar presente na home page do jornal (de onde o Googlebot puxa notícias). Os meios de comunicação, com destaque à Bloomberg, repercutiram a notícia vinda do Google News. Os investidores se desesperaram e começaram a vender; sistemas automatizados idem. O resultado foi a queda grotesca do papel em quinze minutos: de $12,50 para $3! Mais tarde, ao perceberem que tratava-se de algo infundado, o papel se recuperou e fechou o dia em torno de $10, ainda assim menos de 30% do preço de abertura do dia. Mesmo a UAUA tentado explicar a confusão, seu valuation chegou a cair, no pior momento, mais de 1 bilhão de dólares.

    O que podemos aprender com esse episódio? É preciso checar as fontes na internet! Não há sistema infalível (e ainda há os mal-intencionados). Qualquer pessoa escreve o que quiser sobre o que quiser e publica (veja o meu caso, hehehe). Se num país como os EUA, que tem as instituições operantes e um sistema jurídico ativo que pune os excessos, isso ocorre, imagine no Brasil! Aqui, com essa frouxidão jurídica, estabeleceu-se que não há difamação pela internet. Confundiu-se democracia (e liberdade de expressão) com balbúrdia. O exemplo mais gritante é o Mainardi, que está sempre sendo bombardeado com inúmeras ofensas.

    Mas o assunto aqui é FONTE. Como se precaver de não acreditar numa notícia infundada, mesmo essa sendo lida de um meio de comunicação de renome? O ideal seria checarmos pessoalmente tudo que lemos, mas confesso que essa tarefa é impossível de ser realizada. Imagine o seguinte: ao ler na Exame que a Bovespa sobe 3%, o leitor iria ao site da Bovespa e checaria a notícia. Mas espere! Pode ser que o site esteja com problemas ou desatualizado. O certo seria ligar para uma corretora ou abrir um home broker. Esse é só um exemplo que já prova como seria complicado. Com a avalanche de informações que lemos, checar fontes uma a uma é totalmente inviável.

    A solução talvez seja selecionar fontes que erram menos. E checar as informações destoantes. Se o G1 informa que há um engarrafamento de 15km em São Paulo, não vou checar se é verdade. Afinal, isso é comum. Mas se a notícia diz que o engarrafamento é de 150km, ou se não há engarrafamento algum (tá bom, foi uma provocação pros meus amigos paulistas), aí devo checar a fonte porque algum erro há. Se determinado meio de comunicação começa a errar consecutivamente, é hora de parar de lê-lo. Ajudaria se houvesse uma punição para as empresas que erram, afinal, sua atividade é informar. Se informam errado, e ações são tomadas por seus leitores a partir dessa informação equivocada, os meios de comunicação têm que pagar de alguma forma.

    A SEC investiga se houve manipulação do papel (veja na Reuters e no Wall Street Journal). Ou seja, se tudo foi uma ação orquestrada afim de se ganhar dinheiro em cima da volatilidade do papel. Penso que se houve má-fé, foi de alguém que sacou de onde o Google pegava as notícias e percebeu como burlar o mecanismo do Sentinel para colocar uma matéria na home page. O caminho para pegar os bandidos (se é que há nesse caso) é saber quem lucrou no dia – quem comprou o papel quando ele desabou. A partir deles é que a investigação deve continuar.

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    Telefonia via Internet

    Posted by Gustavo Guida Reis on July 29th, 2008

    A telefonia original consistia basicamente na transformação de sons em impulsos elétricos, passagem via cabos de tais pulsos e a volta à sons. A partir de 1960, a telefonia analógica passou a ser aos poucos substituída por digital. Com isso, chegamos hoje ao ponto em que a voz passou a ser transformada em bits e trafegada como dados e depois re-transformada em voz.

    O caso do VoIP é nada mais do que a telefonia digital, que já existe a anos como infra-estrutura das teles, aplicada diretamente ao usuário final. Demorou um tempo para a telefonia via internet se difundir mas agora veio para ficar.

    Além do benefício óbvio da redução do custo da ligação (sobre o qual não pretendo analisar aqui), a grande vantagem da telefonia via internet é a gama de serviços que podem ser agregados ao serviço básico de telefonia, enriquecendo a experiência do usuário e promovendo convergência entre internet e telefonia.

    Os serviços já existentes:

    • Transformação de recados de voz em mp3 para arquivamento e envio por email.
    • Criação de regras de roteamento de ligações recebidas (lista negra, lista branca, encaminhamento para caixa postal, etc).
    • Transformação de voz em texto e vice-e-versa para envio e armazenamento.
    • FAX pela internet.
    • Uso de um único número telefônico, para sempre.
    • Gravação de logs de ligações, recebidas e discadas.
    • Gravação de ligações.
    • Identificação de quem liga, sem uso de aparelhos especiais.

    O mercado está aquecido. Ontem a BT anunciou a compra do Ribbit e ano passado o Google comprou a Grand Central. Resta saber como e quando os brasileiros terão esses serviços…

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    Excelente Applet: Wordle

    Posted by Gustavo Guida Reis on July 12th, 2008

    Acabei de conhecer o Wordle. Um site que permite se criar clouds muito bacanas como esse abaixo (modéstia à parte, hehehe). Tudo via um esperto applet Java, muito fácil, extremamente customizável e sem precisar de cadastro nem nada.

    O ponto negativo é a falta de uma integração melhor com blogs - em vez de criar uma imagem para linkar para o site do Wordle.

    Resumindo, pode servir para impressos (cartões e convites, por exemplo) mas como Clouds web, não tem muita serventia pois não tem links para as palavras encontradas.

    Cloud do Blog


    clique para ver a Cloud no Wordle

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    Arquivos na Rede – Guia Rápido

    Posted by Gustavo Guida Reis on July 9th, 2008

    Uma das formas mais inteligentes de se armazenar arquivos é colocá-los da Rede, de modo a que sejam acessíveis por qualquer máquina. Para isso, utiliza-se um NAS (Network Attached Storage): sistema de armazenamento desenvolvido especialmente para lidar com arquivos e acessível via LAN através do protocolo TCP-IP. Na prática, um NAS é um aparelho que contém um ou mais discos rígidos (HDs) e que é ligado no seu roteador (com ou sem fio).

    Há outras formas de armazenamento externo, como HDs que se conectam a PCs via USB ou Firewire – DAS (Direct Attached Storage). Mas, essas formas só permitem que se conecte a um PC de cada vez, o que não as tornam soluções práticas e escaláveis, independe da quantidade de equipamentos que sua rede contenha.

    De forma resumida, as vantagens de se acrescentar um NAS na rede são:

    1. Acesso liberado para qualquer máquina na rede
    2. Backup simplificado e com custo baixo
    3. Fim da duplicidade de arquivos entre máquinas
    4. Escalabilidade da capacidade de armazenamento
    5. Baixo consumo energético se comparado a manter um PC ligado para servir arquivos

    Ao se programar rotinas de backup, os arquivos de n máquinas podem ser copiados para o NAS. Há vários programas especializados para isso e dependendo do NAS comprado, este já traz uma solução de backup incorporada. Via de regra, o backup em mídia magnética (HDs) é mais caro que em mídia ótica (CDs, DVDs e Blu-ray Discs), mas não há a chatice de manejar vários discos, e guardá-los em caixas, prateleiras e depois ter que achar os arquivos neles quando se precisa!

    Uma casa com dois computadores, pode se beneficiar em colocar as fotos da família na rede, de modo a que ambas as máquinas possam acessá-las com facilidade, sem precisar que para isso dupliquem as fotos. O mesmo para músicas e vídeos. Alguns modelos permitem que sejam servidos arquivos de mídia diretamente (media streaming) para consoles de videogames mais modernos (PS3, XBOX 360 e Wii) e outros PCs da rede.

    Alguns NAS podem conter slots para mais de um HD. Dessa forma, é possível aumentar a capacidade global de armazenamento acrescentando mais HDs ou os substituindo por modelos de maior capacidade.
    Qualquer que seja o modelo do NAS, este consome sempre menos energia do que um computador completo consumiria para servir arquivos na rede.

    Uma coisa importante que é preciso ter em mente é que o acesso aos dados de um NAS é sempre mais lento que os em um HD interno (e que de um DAS também). Portanto, não indico NAS para que quiser trabalhar em arquivos pesados diretamente na rede (ex: edição de vídeo ou imagens). Nesse caso, há soluções mais apropriadas (e caras).

    Abaixo, um pequeno comparativo de quatro modelos de NAS que encontramos no mercado:

    NAS Fabricante Vantagem Desvantagem Preço
    DNS-343 D-Link Design Lançamento muito recente, ainda não foi avaliado USD 509 (sem HDs)
    Media streaming
    Painel em OLED para mostrar funções
    Preço
    Servidor de impressora
    Software de Bakup incluso
    Tamanho
    Drobo + Drobo Share Data Robotics 2 x Firewire 800 + 1 USB 2.0 Sem media streaming USD 700 (sem HDs)
    Alertas programados por email Preço
    Comunidade de desenvolvedores (significa que programas acessórios virão em breve)
    Configuração simples e fácil para leigos
    Design
    Tamanho
    Ethernet Disk RAID LaCie 2 portas Gigabit Ethernet Sem software de backup USD 849 (com 1 TB)
    Tamanho
    Design
    Configuração complexa
    ReadyNAS NetGear 3 portas USB 2.0 Configuração complexa USD 1000 (sem HDs)
    Alertas programados por email Tamanho
    Inclui gerenciador de backup Preço
    Media streaming Design
    Servidor de impressora

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    Ipod/iPhone: Solução para Problema com Sync de Fotos

    Posted by Gustavo Guida Reis on July 1st, 2008

    Por várias vezes, ao tentar sincronizar minhas fotos do PC para o iPhone, me deparei com um erro chato no iTunes:

    The XXX iPhone cannot be synced. The required file cannot be found.

    Isso me enervava! Para tentar resolver, apagava todas as fotos, depois apagava o iPod Photo Cache e tentava outra vez. Normalmente conseguia. Não sabia qual era o problema exatamente, mas dava um jeito.

    Acontece que a quantidade defotos a serem sincronizadas foi aumentando (sincronizo todas de 2008 e já são mais de 2 mil…). Por isso o processo de zerar tudo, refazer o cache e re-sincronizar começou a demorar muito. E o pior, não funcionava de primeira. Tinha que tentar várias vezes.

    Até que ontem, não conseguia de jeito nenhum sincronizar minhas fotos. Deletei o cache umas 5 vezes e não sincronizava por nada. Pesquisei na internet e não achei nenhuma solução definitiva, nem na própria Apple e comecei a me perguntar se o fabricante não resolvia o problema de propósito, para ter mais um argumento para roubar consumidores de PCs para o Mac…

    Mas não desisti e cheguei a uma solução inédita! Como suspeitava, o probelma reside no Photo Cache. Por alguma razão, este não é feito de forma correta em determinados arquivos. O que temos que fazer é corrigi-lo. Mas em vez de zerá-lo para refazê-lo por completo, o que traz muitas chances de novos erros (ainda mais quando se tem muitas fotos), temos que consertar apenas a parte que deu problema. Para isso siga os passos:

    1. Abra o seu iPod/iPhone no iTunes e escolha as pastas a serem sincronizadas (Select folders).
    2. Desmarque todas e clique no botão “Apply” na direita em baixo.
    3. Marque as 5 primeiras pastas e clique em Apply novamente - veja se dá erro novamente.
    4. Se não der, siga adiante marcando de 5 em 5 pastas e clicando em Apply em seguida.
    5. Caso dê o erro, desmarque as 5 pastas que acabou de marcar e clique em Apply. Volte a marcar as pastas mas dessa vez de uma em uma (sempre dando Apply em seguida). Assim você isolará as pastas com problemas no Cache.
    6. Faça isso até ter mapeado todas as pastas com cache defeituoso.
    7. Abra a primeira pasta defeituosa no Internet Explorer e recorte os arquivos e cole numa pasta temporária.
    8. Volte ao iTunes e Clique em Sync. Isso forçara que o cache seja refeito sem as imagens que deram problema.
    9. Volte com as imagens para a pasta origina das fotos.
    10. Marque novamente no iTunes a pasta e sincronize.
    11. Se o cache não for refeito a contento, recorte as fotos as cole de volta aos poucos.
    12. Repita os passos 7 ao 11 até que todas suas pastas sejam cacheadas.
    13. Marque All photos e a partir daí sempre que novas fotos forem acrescentadas serão sincronizadas.

    Obs: Procure sincronizar com frequência para que, caso erros apareçam, sejam rapidamente isolados e resolvidos.

    Obs 2: Estes passo foram aplicados nas seguintes configurações: PC rodando Windows Vista, iTunes 7 e; iPhone 8Gb.

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    O Futuro da Busca

    Posted by Gustavo Guida Reis on June 30th, 2008

    Em 1998 nasceu o Google e um ano depois tirou a supremacia do Altavista sobre o mercado de buscas. Desde então, a ascensão do Google foi meteórica e hoje detém o maior market share mundial de buscas. Leia observação aqui.

    O Google não quer correr o risco de ter sua tecnologia ultrapassada por algum entrante. Para tal, atual em duas frentes: i) expande horizontalmente sua gama de serviços e; ii) aprimora seu algoritmo de busca. Essas duas estratégias aumentam sua penetração no mercado (e a “dependência” dos usuários, diga-se de passagem).

    Com o caixa cheio (USD 12 bi no primeiro trimestre de 2008) pelo IPO e pelo lucro absurdo de cada exercício (USD 1,8 bi também no primeiro trimestre de 2008) [mais detalhes aqui] , o Google tem condições de adquirir empresas com um apetite sem igual, sem por isso deixar de investir pesado em P&D. Empresas são adquiridas as montes e depois integradas com competência nos seus projetos. Exemplos: Youtube, Picasa, Key Hole (Google Earth), Double Click, etc (veja o tamanho da lista no Wikipedia e comprove).

    O algoritmo de busca do Google está sempre sendo melhorado, ainda que detalhes nesse sentido não sejam públicos. Natural, pois estamos falando do principal segredo do negócio do Google. Outro segredo importante é a forma com que escolhe os anúncios (AdWords) a serem mostrados nos resultados de buscas. Especula-se que o Google passará a incorporar o histórico de buscas no algoritmo que escolherá os anúncios. Para isso recorrerá a cookies que guardam as últimas pesquisas dos usuários. Então, por exemplo, se um usuário buscou por “dvd player” e depois, em outra busca por “Sony”, os anúncios que contiverem algo de DVD serão privilegiados.

    Em paralelo a estas técnicas de data mining, há empresas se especializando em análise semântica das buscas. É o caso da Peer39, que tem em seus quadros executivos egressos da Applied Semantics, adquirida pelo Google em 2003 e que levou consigo o AdSense para o Google, importantíssimo para seu faturamento. Está aí uma candidata forte a engrossar a lista de companhias compradas…

    Mas, apesar da contextualização maior da busca trazer benefícios claros aos usuários, há formas de se chegar a isso que desrespeitam a privacidade dos usuários. É o caso da iniciativa de DPI, do inglês deep packet inspection, ou algo como inspeção detalhada de pacotes. A tecnologia de DPI permite que os hábitos de navegação dos usuários sejam analisados em tempo real, sem que seja preciso se instalar nenhum software, nem utilizar cookies. Da mesma forma que aqueles adwares tinhosos, com o DPI é possível se abrir popups intrometidos na sua navegação, mostrando anúncios relevantes a seus interesses. Isso por si só não configura o problema maior. E é isso que advoga a Phorm , empresa britânica que comercializa soluções de DPI.

    O problema é usarem essa tecnologia com outros fins. Com DPI, governos poderão rastrear toda a navegação dos usuários, identificando possíveis terroristas (o que é bom), mas para isso obtendo acesso a dados pessoais e privados de milhões de usuários (o que é péssimo). Outro uso para governos é a busca de oposicionistas ao seu regime e censura pura e simples de seus internautas, o que é um enorme risco em países totalitários. A indústria de cinema e música pode identificar quem baixa arquivos ilegais. Aliás, alguns provedores já usam essa técnica para limitarem o uso da banda dos seus clientes, aumentando seus lucros.

    Independente da forma, o que fica claro é que é ponto pacífico que o futuro das ferramentas de busca será a interpretação dos hábitos do internauta. Pode ser levando em consideração o histórico de busca (como Google, Yahoo e Microsoft fazem), ou como faz o Peer39 e sua análise semântica, ou como oferece o Phorm e seu DPI. Não importa como farão para antever aonde este usuário quer chegar, o que ele de fato está realmente buscando; o objetivo final sempre será oferecer resultados realmente pertinentes e - o que dá dinheiro - anúncios igualmente contextualizados.


    OBS: Mesmo com o Google dominante, ainda assim, há mercados onde há players locais melhor posicionados, caso da Russia com o Yandex e China com o Baidu – aliás, duas informações relevantes sobre ele: é o 13º site mais acessado do mundo segundo a Alexa e não foi à toa que o Google já comprou (pequena) participação do Baidu.

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